A redução da desigualdade no Brasil movimentaria diferentes setores da economia de forma desigual. Economistas apontam que populações de baixa renda seriam os principais beneficiários com aumento do poder de compra das classes populares.
O varejo popular, serviços domésticos e alimentação registrariam expansão significativa. Setores como educação privada acessível, saúde preventiva e moradia também se beneficiariam. Estados com maior concentração de pobreza experimentariam dinamismo econômico maior.
Por outro lado, grandes corporações com modelos de negócio baseados em margens altas sobre consumo de luxo perderiam participação de mercado. Empresas de educação elitizada e serviços exclusivos de saúde privada sofreriam contração. Altos rendimentos tributados para financiar programas sociais significariam redução de renda disponível para investimentos especulativos.
Pesquisas internacionais indicam que redução moderada da desigualdade não prejudica crescimento econômico agregado. Alguns países nórdicos mantêm altos índices de desenvolvimento humano com distribuição mais igualitária de renda. O timing e a velocidade das reformas redistributivas determinariam a magnitude dos impactos para setores específicos.