O governo cubano acusa os Estados Unidos de exercer pressão diplomática sobre países para que encerrem os acordos de missões médicas mantidos com a ilha. Segundo Cuba, essa pressão faz parte de uma estratégia mais ampla de isolamento econômico e político contra o país, afetando diretamente programas que são fundamentais para a economia cubana. As missões médicas constituem importantes fontes de renda para a economia cubana, permitindo que profissionais de saúde trabalhem em diversos países ao redor do mundo, prestando assistência médica e gerando divisas que retornam para a ilha. Através desses programas, médicos e profissionais de enfermagem cubanos contribuem significativamente para o atendimento à população em nações que enfrentam deficiências em recursos humanos de saúde.
Cuba alega que os Estados Unidos utilizam sua influência política e diplomática para prejudicar esses acordos bilaterais que beneficiam tanto a economia cubana quanto os países receptores dos profissionais de saúde. Os programas de missões médicas cubanas têm atuado em diversas regiões do mundo, especialmente na América Latina e África, preenchendo lacunas na prestação de serviços de saúde e treinando profissionais locais. A tentativa dos EUA de interromper esses acordos representa, na visão de Cuba, uma continuação da política hostil mantida pelo governo americano contra a ilha desde a revolução de 1959. A denúncia cubana indica que essa pressão está sendo exercida de forma consistente em múltiplos países.